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Artigo

Recrutamento: o que ganhámos e perdemos com o digital?

Do presencial ao digital, o recrutamento ganhou velocidade e alcance, mas pode ter perdido proximidade e humanidade. Uma reflexão sobre tecnologia, relações e o valor do contacto pessoal.

AutorJosé Guilherme Farias
02 de out. de 20261 min de leitura
Recrutamento: o que ganhámos e perdemos com o digital?

Esta semana tive uma conversa que me fez viajar no tempo.

Em 2018, enquanto atuava como headhunter no Brasil, entrevistei um candidato que voltou a cruzar-se comigo agora, quase oito anos depois. O curioso é que hoje estou em Portugal e ele está novamente num processo comigo para uma oportunidade no Brasil.

Ele ainda se lembrava da nossa entrevista, do escritório da Michael Page em frente ao mar e, principalmente, da forma como foi recebido naquela ocasião.

Naquela época, eram cinco entrevistas presenciais por dia, viagens para reuniões com clientes e anotações feitas rapidamente numa pasta. Hoje temos videoconferências, ATS, inteligência artificial e processos seletivos cada vez mais digitais.

Ganhámos velocidade, alcance e flexibilidade. Mas será que perdemos alguma coisa pelo caminho?

Uma entrevista por vídeo consegue criar o mesmo impacto de uma conversa presencial? A tecnologia tornou o recrutamento mais eficiente, mas será que também o tornou menos humano?

Tenho saudades de algumas coisas daquela época. E vocês, o que acham que ganhámos e perdemos com a transformação digital do recrutamento?

Escrito por

José Guilherme Farias

Mentor executivo. Atua nos mercados Brasil e Portugal, apoiando profissionais sêniores em transições de carreira.