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Artigo

Estamos a preparar os jovens para a escola ou para a vida?

Estamos a preparar demasiado os jovens para a escola e pouco para a vida? Educação é essencial, mas autonomia, responsabilidade, trabalho e resiliência também se aprendem vivendo.

AutorJosé Guilherme Farias
21 de ago. de 20261 min de leitura
Estamos a preparar os jovens para a escola ou para a vida?

E se estivéssemos a preparar demasiado os nossos jovens para a escola e pouco para a vida?

Tenho pensado muito sobre isto.

Não sou contra estudar. Pelo contrário. A educação é fundamental.

Mas há coisas que uma universidade dificilmente ensina:

• Responsabilidade.
• ⁠Autonomia.
• ⁠Lidar com pessoas.
• ⁠Dinheiro.
• ⁠Frustração.
• ⁠Pressão.

E, principalmente, aprender a resolver problemas sozinho.

No contacto que tenho com profissionais e jovens em início de carreira, percebo cada vez mais o valor dessas experiências.

Na Suíça, por exemplo, cerca de dois terços dos jovens seguem uma formação profissional depois da escolaridade obrigatória, combinando formação numa escola profissional com experiência prática numa empresa.

Não significa que estudar seja menos importante.

Significa que aprender e trabalhar podem acontecer em paralelo.

Talvez devêssemos pensar mais nisso.

• Ter contacto com o mundo do trabalho mais cedo.
• ⁠Fazer um intercâmbio.
• ⁠Viver fora de casa.
• ⁠Assumir responsabilidades.
• ⁠Aprender a tomar decisões.

Gostaria que a minha filha tivesse algumas dessas experiências relativamente cedo.

Não porque queira que ela tenha pressa de crescer.

Mas porque acredito que algumas das aprendizagens mais importantes da vida acontecem precisamente quando somos obrigados a sair da nossa zona de conforto.

Porque formar bons alunos é importante.

Mas formar adultos preparados para a vida talvez seja ainda mais.

Será que estamos a adiar demasiado estas experiências?

Escrito por

José Guilherme Farias

Mentor executivo. Atua nos mercados Brasil e Portugal, apoiando profissionais sêniores em transições de carreira.